Design por : Juliano Domingues
Programação: Elaine Martins (Colaboração: Michel Wihelm)
contato.nuvens@gmail.com

Marcus Pereira (41) 9611 8556 marcus.nuvens@gmail.com

Guima Scartezini (41) 9974-0773 producao.nuvens@gmail.com





  • Crédito foto: Rodrigo Torrezan - Arte: Juliano Domingues
  • Crédito foto: Rodrigo Torrezan
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ABR
24
Abertura para Nada Surf
Music Hall
  • Saiba +
    • Abertura para Nada Surf
      Data: 28/04/12
      Horário: Abertura da casa às 21h

      - Local: Music Hall (Rua Engenheiros Rebouças, 1645)

      - Ingressos:
          R$100 (inteira - 1º lote - pista)
          R$50 (meia entrada - 1º lote - pista)
          R$120 (camarote - lateral e superior)

      Pontos de Venda:

      Pelo site www.diskingressos.com.br
      Informações: (41) 3315-0808


MAI
19
Lupaluna - Bioparque
  • Saiba +
    • Mais informações pelo site
      www.lupaluna.com.br


JUN
30
Fome de Vida no Paiol
Teatro Paiol
  • Saiba +
    • Em breve mais informações.

Baixe aqui o kit de imprensa do Fome de Vida.

    Release

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INKER AGÊNCIA CULTURAL
(11) 3120-6447
Nathalia Birkholz nathalia@inker.art.br
www.inker.art.br

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Ficha técnica

Direção artística: Rapha Moraes
Produzido por Rapha Moraes e Alvaro Alencar

Arranjos: Nuvens

Todas as canções por Rapha Moraes, exceto "Ecos", por Nuvens
Gravado e mixado entre fevereiro e agosto de 2011 por Alvaro Alencar, exceto "Afeto em partes", "Caos à  vontade", "Minha metade branca", e "A medida", mixado por Alvaro Alencar, Alexandre Meurei e Fernando Rebello.

Gravações e edições adicionais: Vinícius Braganholo, Raoni Andrade e Fabricio Mattos.

Assistente de mixagem: Bruno Spadale.

Masterizado por Ricardo Garcia no Magic Master, Rio de Janeiro, RJ.

Gravado no Nico's Studio, Curitiba, PR.

Mixado no AlvaroMix@Eco, Ecosom, Rio de Janeiro, RJ

Direção executiva: Marcus Pereira e Guima Scartezini

Produção executiva: Milena Buzzetti

Direção de arte e design gráfico: Juliano Domingues

Assistência de arte: Marielen de Souza

Parceiro artístico: Edson Bueno

Convidados: Luiz Felipe Leprevost voz em "Entre o segundo e a eternidade"; Edith de Camargo voz em "Crisálida" e "Entre o segundo e a eternidade"; César Nova teclado em "Fome de vida", "Um frame de emoção", "A medida", "Afeto em partes"; Vinícius Nisi teclado em "Crisálida" e "Minha metade branca".

 

"Nossa arte, dedicamos ao mistério que a partir do caos faz surgir uma imperfeita perfeição, e que nas pequenas faz fluir uma grande e linda coisa. Nossas vidas, a todos que amam e amamos. Nossa fome, é  natural evolução."

Faixas do disco

01 - Caos à  vontade
  • Letra
    • Caos à  vontade
      (Rapha Moraes)

      Sem pausa não há respiro nem vazio
      Sem silêncio não haveria qualquer som
      Sem silêncio, não.

      Se cria espaço pra poder ser preenchido
      Só há sentido no olho do furacão
      Tem mais sentidos quem tateia na escuridão

      Acalma essa alma imoral. Não se judia assim.
      Nem tudo que é caos é mal. Nem o que é errado é ruim.

      Sem lado, não há torcida ou partido
      Não há conflito e nenhuma solução
      Se não há abismo não há salvação

      Acalma essa alma imoral. Não se judia assim.
      Nem tudo que é caos é mal. Nem o que é errado é ruim.

      Desfazer, desorientar, desacelerar, desamarrar, destemer.
      Desaprender, descompassar, destruir, desmembrar, desquerer.

      Desafiar, despoluir, desalienar, desnudar, desatar os nós
      Despertar, desiludir, deslimitar, despossuir, descobrir a voz.

      Acalma essa alma imoral. Não se judia assim.
      Nem tudo que é caos é mal. Nem o que é errado é ruim.

02 - Fome de vida
  • Letra
    • Fome de vida
      (Rapha Moraes)

      Tenho saudade de todos os lugares que nunca fui com você.
      Tudo que é novo arrepia o verbo, enlouquece o tédio e quase mata de prazer.
      O que pra mim é fado pra você é frevo.
      É no descompasso que nasce o som perfeito. Será?
      Às vezes é bom celebrar o fim.

      Antes que a música cale. Vou matar a fome.
      Fome de vida.

      Penso mais que falo.
      Falo mais que hajo
      Morro em cada morte
      Vivo ou morto, sinto e reajo
      Manobro o horizonte e desalinho cada traço
      Pra poder ver mais longe
      Que ainda faltam muitos passos
      Que ainda faltam

      Segundo por segundo, ninguém quer secar as horas e só viver o só.
      Imundo pelo mundo prefiro ser um em mil sem deixar de ser mil em um.

      Antes que a música cale. Vou matar a fome.
      Fome de vida.

03 - Crisálida
  • Letra
    • Crisálida
      (Rapha Moraes)

      Dessa vez me entreguei pra valer
      Me joguei em você
      Me quebrei

      Dessa vez me perdi pra valer
      Me confundi com você
      Me esqueci

      Lará...

      Quem é que sabe de si?
      Se envelhecer é me perder de mim
      Quem é que sabe de si?

      Se envelhecer é descobrir
      Um novo eu

      Tudo muda, a vida muda.
      Às vezes é preciso nos lembrar de quem fomos pra começar de novo.

      Quem é que sabe de si?
      Se envelhecer é me perder de mim
      Quem é que sabe de si?

      Se envelhecer é descobrir
      Um novo eu

      Tudo muda, a vida muda.
      Às vezes é preciso nos lembrar de quem fomos pra começar de novo.
      Às vezes é preciso nos lembrar de quem fomos pra começar de novo.

04 - Minha metade branca
  • Letra
    • Minha metade branca
      (Rapha Moraes)

      Quero que você não exista mais
      Para que eu possa olhar para trás

      E não me arrepender
      Por te desperdiçar
      Na minha ingenuidade
      Na minha incapacidade de amar

      Sangra, branca.
      Sangra em mim.
      Se funde em mim.

      Para eu saber que sou metade
      Um protótipo de um homem
      Que se permite só em partes
      Que se preocupa com a idade

      Que só mergulha até a cintura
      Bebe refrigerante "light"
      Tem vergonha de dançar
      E é um hóspede do quase

      Sangra, branca.
      Sangra em mim.
      Se funde em mim.
      Se fode em mim.

      Mas mesmo assim
      Eu daria metade de mim
      A metade que me resta
      Para poder voltar atrás e ser eu mesmo por inteiro
      Ser o que te satisfaz
      O epicentro do arrepio
      O motivo da saudade
      Ser teu jeito de estar
      Não ter mais medo nem vaidade de mais

      Sangra, branca.
      Sangra em mim.
      Se funde em mim.

05 - Entre o segundo e a eternidade
  • Letra
    • Entre o segundo e a eternidade
      (Rapha Moraes)

      Hoje serei eternamente hoje.
      Hoje serei eternamente eu.
      Hoje serei um cara forte
      Hoje serei o cara mais frágil que há
      Mas só por hoje
      Sentirei o cheiro e as cores
      Irei fundo na dor
      E sorrirei esmeraldas

      Me jogarei de costas da nuvem mais alta que há
      Pra sentir o que sinto nos sonhos onde corpo é alma e alma é ar

      Morrerei a cada segundo pra no outro ressurgir em seus braços
      No abraço mais forte que esse mundo já viu.

      Sim, sou vil, raso e casto
      Mas também sou macho e fêmea, um anjo safado.
      Sou como todos, tenho um pouco de tudo e faço parte do todo.
      Sou o que sou e o que não sou.

      Sabe?
      Toda cruz e toda luz
      O bonsai e o pau brasil
      A carne fraca no arrepio
      E o espírito do homem na fé
      A pé e de avião
      A Praça da Sé, Ipanema, Candelária, Marechal e o Planalto Central
      No circo escroto da política
      As pequenas decisões da vida
      E as grandes também
      Um namoro
      Uma morte
      A sorte de um momento tranquilo ao lado de quem nos faz bem
      O bem pra nos lembrar do mal
      E o mal pra nos lembrar do bem
      No silêncio sou Deus e no esporro também.

      Hoje serei eternamente hoje.
      Serei eternamente hoje
      Serei eternamente eu.

      "Entre o Segundo e a eternidade moram os mais nobres filhos da vida"

06 - Um frame de emoção
  • Letra
    • Um frame de emoção
      (Rapha Moraes)

      Só faça o que me faça bem
      Mesmo que comece mal
      Meio errado um tanto torto
      Um pouco homem quase todo animal

      Atiço esse meu fogo morno
      Pra abolir a minha escravidão
      Escravo do sufoco
      De quem assiste e quem chora no final

      O beijo para e silencia o mundo
      A vida toda num segundo
      Do espasmo vem a saliva, sorridente
      Nesse instante quase tudo é pra sempre

      Teu fuso é meu horário
      E o primeiro segundo em você sou eu
      Os teus olhos de pimenta me chocolateavam

      E se preciso eu piro
      Acordo o mundo inteiro a gritos
      Só pra me desacordar

      O beijo para e silencia o mundo
      A vida toda num segundo
      Do espasmo vem a saliva, sorridente
      Nesse instante quase tudo é pra sempre
      Meu pesadelo vive o medo de acordar
      Despertei solidão
      E os meus medos
      Já não cabem mais em mim
      Não cabem mais em mim

07 - Ecos (SOS)
  • Letra
    • Ecos (SOS)
      (Rapha Moraes; Amandio Galvão; Guilherme Scartezini;Marcus Pereira; Marcos Nascimento)

      O eco que faz aqui
      Mexe com minha cabeça
      E faz sorrir

      Ah, o ar que quase para
      Quando tudo se acalma
      No ritmo tranquilo das águas
      E dentro de mim o silêncio procura a alma
      E a luz no alto me faz lembrar que há algo a mais
      Algo além de tudo que jáz

      Desatei do cais
      E lancei à  deriva
      O desejo, o trabalho, se estou forte ou fraco
      A ansiedade que devora a idade
      A luta com o tempo me deixa sem tempo até pra respirar
      Tudo que almejo é um pouco de paz

      O eco que faz aqui
      Mexe com minha cabeça
      E faz sorrir

      O eco que faz aqui
      Mexe com minha cabeça
      E faz sorrir

08 - Afeto em partes
  • Letra
    • Afeto em partes
      (Rapha Moraes)

      Num mundo que só vê umbigo
      E os olhos só olham pra dentro
      Se o afeto se apresenta
      Ah, suspiro

      Alí­vio que traz um sentido
      Carinho que tece a vida
      Se o afeto se apresenta
      Clareia

      Além do barulho, do atrevimento, do mau humor, do que nos afasta, do que nos atraí.
      Eu vejo você

      Além das estrelas, das tardes vazias, dos corpos suados, dos livros por ler, do meu egoísmo.
      Você me vê

      Além do destino, da coca ou cachaça, esquerda ou direita, internet ou t.v, além do umbigo
      Todo mundo se vê

      A dança que espanta a tristeza
      É a dança da vida
      Em cima ou em baixo da mesa
      Onde tudo é bem melhor
      A dança que espanta a tristeza
      É a dança da vida
      Onde tudo é bem maior
      Quando se compartilha
      Da dança da vida

      Cada homem é um mundo
      E todos juntos são um só
      Se não, é a onda que rejeita o mar e o verão que rejeita o sol.

      A solidão murcha qualquer um
      Quem tem amor tem coragem pra saber que não está só.

      O abraço é o abrir de asas dessa escola de anjos
      O abraço é o abrir de asas dessa escola de anjos.

      Cada homem é um mundo e todos juntos são um só
      Eu vejo você mesmo sem te ver.
      Você me vê mesmo sem me ver.

09 - A felicidade mora numa encruzilhada
  • Letra
    • A felicidade mora numa encruzilhada
      (Rapha Moraes)

      Eu não sei viver pra sobreviver
      Bem mais do que se vê: há vida

      Parece não ter jeito pra ser o que eu sou num mundo que exige o que se deve ser e o que se quer.
      Pintor bancário, poeta de armário, sonhador em partes, revolucionário que já nasceu com o destino traçado.
      Ideias pela metade, ideais amordaçados e jovens amassados por não saber o que fazer.
      Me ensinaram que só há um caminho.
      Mal sabem eles que estou pronto pra pisar em espinhos, sorrir pra solidão
      e beijar a testa de quem me fere num olhar cortante de não.
      Por toda a coragem, ser gauche na vida, enquanto a vaidade brilha até morrer
      Você tem que inventar a sua revolução! Você tem que criar a sua revolução!

      Pra lavar a alma, pra lavar e ver nascer

      Tem muito nada em tudo /Tem de tudo em nada
      Tem por nada e tempo tudo /Tem ferida aberta no mundo
      Eu não sei viver pra sobreviver
      Muito mais do que se vê: há vida

      Você não sabe o que me aconteceu
      Meu inimigo maior sou eu. Sou eu
      Sou o espelho do que não quero ver. Sou só parte do quero ser. Pra quê?
      Pra lavar a alma, pra lavar e ver nascer

      Tem muito nada em tudo /Tem de tudo em nada
      Tem por nada e tempo tudo /Tem ferida aberta no mundo

10 - A medida
  • Letra
    • A medida
      (Rapha Moraes)

      Nas curvas sinuosas da noite
      Procuramos alguém pra dar sentido ao que não cabe em nós
      Nessa hora o caminho é um só
      Pra dentro

      A saliva que enche a boca
      Dá vontade de morder um pedaço a mais de você
      Me envenena com o teu prazer
      E faz arder a minha língua.

      O vício, o corpo, o doce e roxo
      O cheiro, o mato, o álcool, o tato
      O seio, o torto, a terra, o mar, a cidade e as luzes
      A necessidade, o tesão e falsa paz, não há romance no vulgar
      Superagui, superstar

      A medida da sorte é a morte
      A medida do corpo é a cova, que é rasa pra abrigar tamanha alma que não vê, tamanha alma que não se vê
      A medida da morte é a vida
      A medida da vida é sem medida

      Sobra fome, falta comida
      Falta fome, sobra vida

      Longe muito longe daqui
      Num lugar que é dentro de mim
      Avistei um tsunami de emoções

      O vício, o corpo, o doce e roxo
      O cheiro, o mato, o álcool, o tato
      O seio, o torto e a falsa paz

      Na euforia insaciável perdi Cazuza, Jimi e Renato
      E mais um monte de leões

      A medida da fome é a vida e não a morte.

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